fbpx

Como ajudar a socialização da criança que brinca sozinha

Ter apenas um filho é uma realidade cada vez mais comum nas famílias de todo o mundo. No entanto, uma preocupação acompanha a decisão: como criar filhos únicos que sejam sociáveis com outras crianças? O que fazer para a criança que brinca sozinha saber interagir com os coleguinhas da sua idade fora de casa?

Antes de mais nada, é importante dizer que não há nada de errado na rotina da criança que brinca sozinha. De acordo com a psicóloga Emília de Azevedo Oliveira, em reportagem da Revista Crescer, momentos a sós podem trazer benefícios durante a infância.

“Quando as crianças brincam sozinhas, elas são estimuladas a desenvolver a criatividade, a imaginação, a tomada de decisões, além da autoestima, que é algo fundamental”, destaca a especialista.

Leia também:
Qual o tempo de tela ideal para cada faixa etária?

A chave está no equilíbrio, em alternar o hábito com atividades que permitam e estimulem a socialização da criança que brinca sozinha. 

Por isso, reunimos dicas preciosas sobre o que fazer para estimular a interação de uma criança que brinca sozinha na maior parte do tempo:

Estimule encontros com outras crianças

Organize encontros com amigos ou familiares que tenham crianças da mesma faixa etária. Isso proporcionará oportunidades para a criança interagir, compartilhar e aprender a brincar em grupo.

Em outras palavras, você pode agendar momentos de brincadeira com outras crianças da mesma faixa etária. Isso proporcionará oportunidades para a criança interagir, compartilhar e aprender a brincar em grupo.

Promova brincadeiras em grupo em casa

Convide amigos ou vizinhos para brincar em casa. Organize jogos, atividades ao ar livre ou festas temáticas. Quanto mais a criança participar, mais ela tende a desenvolver habilidades sociais em um ambiente familiar e confortável.

Incentive hobbies e interesses

Descubra os interesses da criança e apoie seu desenvolvimento nessa área. Se ela mostrar interesse em música, esportes ou arte, por exemplo, inscreva-a em aulas ou atividades extracurriculares relacionadas. Isso pode ajudar a criança a encontrar amigos com interesses semelhantes.

Matricule a criança em atividades em grupo

Inscreva o pequeno em atividades extracurriculares, como ginástica, esportes, dança, teatro ou aulas de arte.

Leia também:
Como desenvolver a autoestima das crianças

Isso permitirá que ela conheça outras crianças com interesses semelhantes e desenvolva habilidades sociais enquanto participa de atividades divertidas.

Incentive a participação em grupos comunitários

Verifique se há grupos comunitários ou clubes voltados para crianças na sua área. Isso pode incluir grupos de escoteiros, clubes de leitura infantil ou programas de voluntariado. Participar dessas atividades pode ajudar a criança a conhecer novos amigos e se envolver com a comunidade.

Ensine habilidades sociais

Ajude a criança a aprender habilidades sociais básicas, como cumprimentar, fazer perguntas, compartilhar e cooperar. Role-play (encenar situações) pode ser uma maneira divertida de praticar essas habilidades.

Seja um modelo de comportamento social

Mostre bons exemplos de habilidades sociais no seu próprio comportamento. Pratique também a empatia, respeito e gentileza ao interagir com os outros. Afinal, as crianças aprendem muito observando os adultos ao seu redor.

Leia livros sobre amizade e interações sociais

A leitura de livros que abordam temas de amizade, respeito e colaboração pode ajudar a criança a entender a importância das interações sociais e dar-lhe ideias sobre como se comportar em diferentes situações.

Equilíbrio

Essas atitudes vão ajudar a criança tanto a aproveitar os momentos em que estiver brincando sozinha, quanto aqueles em que estiver na companhia de coleguinhas.

Leia também:
Como identificar a ansiedade e ajudar as crianças ansiosas

Vale, também, avaliar o quanto as brincadeiras fazem ou não bem para o pequeno. Afinal, algumas crianças preferem realmente brincar sozinhas, o que faz com que brincar em grupo não seja tão prazeroso para elas. 

Para turbinar a experiência da criança que brinca sozinha, você pode fornecer materiais e brinquedos que incentivem a criatividade e a imaginação, como blocos de construção, bonecos, papel e lápis de cor. Com isso, o pequeno vai explorar diferentes formas de se divertir.

Planejamento

Da mesma forma, outro caminho interessante é planejar atividades em família, como passeios ao parque, jogos de tabuleiro ou cozinhar juntos. Se a criança é naturalmente mais introvertida, cabe ao responsável respeitar sua personalidade, mas proporcionar oportunidades confortáveis de interação social. 

Por outro lado, se você tiver preocupações significativas sobre a socialização da criança, é sempre uma boa ideia buscar a orientação de um profissional, como um pediatra ou psicólogo infantil. 

Por fim, se a sua busca for por uma atividade em grupo divertida e segura, conte com a The Little Gym! Na The Little Gym, acreditamos que diversão é essencial para o desenvolvimento infantil. Por isso, oferecemos um espaço seguro e divertido para a criança gastar energia, aumentar a autoconfiança e desenvolver habilidades. 


Fale conosco para saber mais.

Atividade física de criança pode ser muito divertida

A prática regular de exercícios oferece uma série de benefícios na infância. Por um lado, ela ajuda no desenvolvimento de músculos e ossos, coordenação motora, equilíbrio e flexibilidade. Por outro, melhora a socialização, a autoconfiança e a autoestima dos pequenos. No entanto, pouca gente se lembra de um dos melhores efeitos da atividade física de criança: se mexer pode ser muito, muito divertido!

Quando falamos de atividade física de criança, uma boa escolha são os esportes ou exercícios em grupo, como futebol, basquete, vôlei e ginástica. Além de ser uma ótima forma de exercício, a criança pode se divertir, fazer amigos e aprender a competir de forma saudável e equilibrada. 

Outro caminho passa por explorar atividades ao ar livre, como caminhadas no parque, trilhas e bicicleta, por exemplo. A natureza oferece um ambiente agradável e relaxante, e os pequenos podem curtir o exercício enquanto apreciam o ambiente.

Leia também:
Musicalização infantil ajuda no desenvolvimento e faz bem

Principalmente, existem aulas de ginástica específicas para crianças. Nesse caso, quanto mais estimulante for o cenário,  melhor. Se o local for compartilhado e não-competitivo, melhor ainda, porque a ideia é que a criança se divirta na aula.

Diversão e motivação 

Essas aulas podem ser divertidas e motivadoras, pois você pode aprender movimentos novos e se divertir ao mesmo tempo.

Lembre-se de que a atividade física não precisa ser monótona ou tediosa. Ao encontrar uma atividade que você goste, é mais provável que você se mantenha motivado e continue se exercitando regularmente. A chave é experimentar diferentes opções e descobrir o que mais lhe agrada.

Hormônios do bem

Aliás, vale lembrar que, durante a atividade física, o corpo libera uma série de substâncias que desempenham diferentes funções e contribuem para os efeitos positivos do exercício nas crianças.

Estamos falando de hormônios como as endorfinas, a dopamina e a ocitocina. Veja como eles atuam na saúde infantil:

Endorfina

As endorfinas são conhecidas como hormônios do bem-estar ou da felicidade. Liberadas durante o exercício, elas estão associadas a sentimentos de felicidade e redução do estresse.

Quando falamos especificamente da atividade física de criança, o impacto da endorfina também é muito importante.

Afinal, endorfinas são neurotransmissores produzidos pelo cérebro que atuam como analgésicos naturais e promovem sensações de prazer e bem-estar. Em outras palavras, ao praticar exercício físico de forma divertida, os pequenos ficam mais calmos, relaxados e bem-humorados, menos irritados, tristes e ansiosos.

O movimento também pode ter um efeito estimulante no sistema imunológico, ajudando a fortalecer as defesas do corpo contra doenças e a prevenir infecções.

Dopamina

A dopamina é um neurotransmissor que desempenha um papel importante na motivação e recompensa. Durante a atividade física, a liberação de dopamina traz aquela sensação de prazer e satisfação, o que pode ajudar a promover a motivação e a sensação de realização.

No caso da atividade física de criança, a dopamina ajuda o pequeno a se sentir motivado a realizar tarefas, alcançar metas e experimentar um senso de realização.

A dopamina também contribui para a função cognitiva, incluindo aprendizagem e memória. Ela está envolvida na formação e consolidação de memórias, bem como na capacidade de aprendizado das crianças. Níveis adequados de dopamina ajudam no desenvolvimento cognitivo saudável.

A substância atua ainda na regulação do tônus muscular, na coordenação motora fina e grossa, e na fluidez dos movimentos. Por fim, a dopamina está associada ao bem-estar emocional e à regulação do humor, e sua ausência tem sido relacionada a transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), depressão e transtornos do espectro autista (TEA). 

Serotonina e adrenalina

A serotonina é um neurotransmissor que regula o humor e contribui para a sensação de bem-estar. Conforme o exercício acontece, a liberação de serotonina pode melhorar o humor, reduzir a ansiedade e promover a sensação de calma e relaxamento.

Já a adrenalina é um hormônio liberado durante a atividade física que prepara o corpo para a ação. Sua presença aumenta a frequência cardíaca, a pressão sanguínea e a disponibilidade de energia.

Fit por diversão

Essas são apenas algumas das muitas substâncias liberadas durante a atividade física, e cada uma delas desempenha um papel específico no corpo. Quando falamos de atividade física de criança, isso se torna ainda mais poderoso porque é associado aos benefícios da diversão.

Ao colocar a criançada para se mexer, os pais e mães contribuem com o desenvolvimento físico saudável, o controle do peso, a saúde do coração, o bem-estar mental e emocional das crianças, bem como o desenvolvimento cognitivo e as habilidades sociais. 

Da mesma forma, a atividade física de criança estimula a interação, o trabalho em equipe e a construção de amizades.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), crianças acima de cinco anos e adolescentes devem fazer pelo menos 60 minutos diários de atividade física moderada a rigorosa intensidade, dentre elas atividades aeróbicas e aquelas que fortalecem os músculos e ossos.

Acima de tudo, os primeiros 1.000 dias de vida, considerados os primeiros 3 anos de vida da criança, são cruciais para o crescimento e desenvolvimento, uma “janela de oportunidades” na qual os hábitos e as atividades irão influenciar o futuro da criança.

Sem pressão 

Na The Little Gym, acreditamos que diversão é essencial para o desenvolvimento infantil. Por isso, oferecemos um espaço seguro, divertido e não competitivo para a criança gastar energia, aumentar a autoconfiança e desenvolver habilidades. 

Temos turmas para meninos e meninas de 4 meses a 12 anos. Durante as nossas aulas, as crianças desenvolvem novas habilidades através de um sistema que chamamos de Aprendizagem Tridimensional. 

Leia também:
Cinco dicas para desenvolver a autoestima da criança

Nele, as atividades físicas são o pilar central, mas ao lado delas trabalhamos também aspectos cognitivos e sociais para o desenvolvimento integral dos alunos.

Assim, os alunos das nossas atividades físicas de crianças:

  • Crescem social, emocional e intelectualmente
  • Fortalecem a independência, a cooperação e a integração
  • Aperfeiçoam a paciência, as boas maneiras e a capacidade de ouvir
  • Turbinam a respiração
  • Vivem horas divertidas que ajudam a transformar os pequenos em adultos seguros e felizes.

Fale conosco para saber mais!

10 habilidades para ensinar às crianças antes de 10 anos

Os primeiros anos de vida de uma criança são fundamentais para o seu desenvolvimento. Afinal, estamos falando de uma fase em que elas absorvem conhecimento e adquirem habilidades que vão utilizar ao longo da vida. Mas por onde começar? Que características podem ajudar a preparar os pequenos para o futuro? Neste artigo, reunimos 10 habilidades para ensinar às crianças antes dos 10 anos. 

Confira.

1 – Comunicação

A comunicação é essencial em todas as áreas da vida. Portanto, quando o assunto são as melhores habilidades para ensinar às crianças, uma dica de ouro é: incentive seu filho a expressar ideias e sentimentos de maneira clara e respeitosa. Um excelente caminho para isso passa por promover conversas, leitura em voz alta e atividades que estimulem a expressão verbal e escrita. 

Dar o exemplo também é fundamental. Por meio da comunicação primeiro com os adultos e depois com as próprias crianças, os pequenos aprendem a expressar seus pensamentos, sentimentos e necessidades de forma clara e eficaz. 

Além disso, a comunicação adequada fortalece os relacionamentos, promove a resolução de conflitos e contribui para o desenvolvimento da empatia e da compreensão dos outros. Ao ensinar comunicação desde cedo, estamos estimulando a criança a se comunicar de maneira saudável e assertiva ao longo de suas vidas.

2 – Resolução de problemas

A capacidade de resolver problemas é valiosa para ensinar as crianças antes dos 10 anos. Assim ele começa a entender, desde cedo, a importância de valorizar mais as soluções do que os problemas. 

Estimular seu filho a enfrentar desafios, incentivando-o a encontrar soluções criativas para os problemas cotidianos, vai ajudá-lo também a desenvolver seu pensamento crítico e capacidade de tomar decisão.

Por um lado, ao aprender a resolver problemas, as crianças melhoram sua capacidade cognitiva e seu desenvolvimento emocional. Por outro, elas começam a lidar melhor com a frustração, a perseverar diante de obstáculos e a desenvolver uma mentalidade positiva em relação aos desafios. 

3 – Empatia

Ensinar a importância da empatia ajuda a criança a se relacionar melhor com os sentimentos dos outros. Por isso, incentive-a a ser gentil, a considerar os sentimentos dos colegas e a ajudar aqueles que estão em dificuldades.

A empatia tem se tornado uma habilidade cada vez mais valorizada nas relações pessoais e no mercado de trabalho. Ela se mostra decisiva na criação de relacionamentos saudáveis e na construção de uma sociedade mais solidária. 

De acordo com a pedagoga Michelle Borba, autora do livro “Por Que Crianças Empáticas se Dão Bem em um Mundo Egocêntrico”, em entrevista à Revista Crescer, crianças ensinadas a terem empatia desenvolvem uma identidade moral, são gentis, pensam mais no coletivo e têm grandes chances de se tornarem agentes de mudança no futuro. 

Ao cultivar a empatia, a capacidade de se colocar no lugar do outro, compreendendo e compartilhando seus sentimentos e perspectivas, as crianças também aprendem a valorizar a diversidade, a tolerância, a generosidade e a cooperação.

4 – Pensamento crítico

Começar a desenvolver o pensamento crítico das crianças é essencial para que elas possam analisar informações, tomar decisões e resolver problemas complexos quando forem adultas. Por isso, o pensamento crítico está na lista de habilidades para ensinar às crianças antes dos 10 anos de idade. 

Um ótimo começo é incentivar a curiosidade, fazer perguntas e estimular conversas sobre diversos assuntos. Afinal, o pensamento crítico nos leva a analisar informações de forma objetiva, a questionar suposições, a avaliar evidências e a tomar decisões.

Essa habilidade é crucial em um mundo repleto de informações, onde, em muitos momentos, precisamos discernir entre informações confiáveis e enganosas.

O pensamento crítico também estimula a curiosidade e a busca pelo conhecimento. As crianças são encorajadas a fazer perguntas, explorar novas ideias e desafiar o status quo. Essa habilidade promove um aprendizado mais profundo e duradouro.

5 – Autoconfiança

Outra excelente escolha entre as habilidades para ensinar às crianças está a autoconfiança. Acreditar em si mesmo é uma habilidade que pode ser cultivada desde cedo. Incentive seu filho a se envolver em atividades desafiadoras, elogie seus esforços e conquistas, e mostre confiança em suas habilidades.

Crianças autoconfiantes se sentem mais capazes de lidar com situações novas e desconhecidas. Elas tendem a apresentar maior resiliência diante de fracassos e são mais propensas a persistir e aprender com seus erros. 

A autoconfiança também promove a independência e a iniciativa, permitindo que as crianças tomem ações e assumam responsabilidades por suas próprias vidas. Além disso, a autoconfiança é crucial para o desenvolvimento social. As crianças que confiam em si mesmas são mais propensas a interações sociais positivas e a relacionamentos saudáveis. 

6 – Autonomia

A autonomia permite que as crianças tomem suas próprias decisões, assumam responsabilidade por suas ações e se tornem mais autoconfiantes. Por isso, ser independente é uma habilidade muito importante. Mas vamos com calma! Dê às crianças responsabilidades adequadas à sua idade. Estimule e permita que o pequeno assuma tarefas, mas esteja por perto para ajudar sempre que necessário.

Leia também:
Como desenvolver a autoestima da criança

Ao colocar a autonomia na lista de  habilidades para ensinar às crianças antes dos 10 anos, você ajuda seu filho a enfrentar desafios com mais equilíbrio e a desenvolver uma boa autoestima.  Com autonomia, somos mais capazes de assumir o controle da nossa vida e a respeitar os limites estabelecidos.

Por fim, a autonomia prepara as crianças para a transição para a vida adulta, onde serão confrontadas com maiores responsabilidades e exigências. Ao aprender a serem autônomas desde cedo, elas estarão mais bem preparadas para enfrentar os desafios do mundo real.

7 – Resiliência

A resiliência é a capacidade de lidar com adversidades e superar obstáculos. Ensinar resiliência às crianças prepara o futuro adulto a enfrentar os desafios e adversidades da vida. A resiliência permite que as crianças se adaptem, se recuperem e se fortaleçam diante de situações difíceis.

Ao desenvolver a resiliência, a criança também ganha uma mentalidade positiva, tornando-se capaz de aprender com os erros e encontrar soluções.

A resiliência ainda promove a saúde mental e emocional das crianças. Pessoas resilientes costumam lidar melhor com o estresse, regular suas emoções e apresentar mais autoestima e autoconfiança. Isso as torna mais capazes de enfrentar situações desafiadoras sem serem sobrecarregadas emocionalmente.

8 – Criatividade

A criatividade é uma habilidade valiosa que estimula a imaginação e a busca por soluções inovadoras. No entanto, muita gente pensa que criatividade não se aprende, que a pessoa nasce com esse talento ou não nasce. A boa notícia é que dá, sim, para ensinar uma criança a ser criativa. Com isso, o pequeno passa a pensar de forma flexível e a abordar os desafios de maneiras não convencionais. Isso estimula o pensamento crítico, a curiosidade, a imaginação e a inovação.

Então, para começo de conversa, incentive o pequeno a explorar diferentes formas de expressão artística, jogos de imaginação e atividades que estimulem a criatividade. Ao explorar ideias e soluções de forma colaborativa, as crianças aprendem a trabalhar em equipe, a compartilhar perspectivas e a valorizar a diversidade de pensamento. 

Isso contribui para a construção de relacionamentos saudáveis e para o desenvolvimento de habilidades de comunicação e cooperação. Afinal de contas, tudo está ligado de alguma forma, contribuindo para uma infância saudável e para uma vida adulta mais equilibrada.

9 – Habilidades digitais

A maioria das crianças já nascem convivendo bem com as tecnologias. Mas direcionar essas habilidades digitais acaba sendo essencial para o desenvolvimento integral dos pequenos. Assim, ensine-as a usar dispositivos eletrônicos de forma responsável, a pesquisar informações on-line e a utilizar ferramentas digitais para criar e comunicar.

As habilidades digitais capacitam as crianças a navegar no mundo digital com segurança, responsabilidade e eficácia. A segurança, aliás, requer uma atenção especial. Quando bem usada, a tecnologia fornece um vasto ambiente de informações e recursos educacionais.

Ela também favorece a comunicação e colaboração, bem como mostra para a criança a importância de temas como cidadania, privacidade, respeito e ética digital.

10 – Trabalho em equipe

A capacidade de trabalhar bem em equipe é essencial na vida pessoal e profissional. Incentive seu filho a participar de atividades em grupo, a ouvir os outros, a colaborar e a respeitar as opiniões e habilidades dos colegas.

Leia também:
Descubra a melhor atividade física para cada faixa etária

Ao ensinar a capacidade de trabalhar em equipe às crianças, nós adultos também estimulamos outras habilidades. Por exemplo: trabalhar em equipe permite que as crianças aprendam a se relacionar com os outros de forma positiva. Eles aprendem a ouvir, respeitar e valorizar as ideias e perspectivas dos outros. 

Por outro lado, trabalhar em equipe oferece às crianças a oportunidade de desenvolver habilidades de liderança. Elas aprendem a tomar iniciativa, a assumir responsabilidades e a liderar projetos em grupo. Isso promove a confiança em si mesmas e a capacidade de influenciar e motivar os outros.

É bom destacar também que atividades coletivas fazem com que a criança compartilhe conhecimentos, busque atingir metas comuns, aproveite os pontos fortes de cada membro do grupo e explore as suas próprias forças. O aprendizado colaborativo também promove a resolução de problemas de forma criativa e inovadora.

O futuro é agora

Como se vê, essa lista de habilidades para ensinar às crianças antes dos 10 anos é valiosa para o presente e para o futuro. Ao desenvolver aspectos como comunicação, resolução de problemas, empatia e pensamento crítico, pais, mães e outros responsáveis pela educação infantil estão preparando o pequeno para enfrentar os desafios da vida adulta com confiança, resiliência e generosidade. 

Lembre-se também que seu exemplo é fundamental!

Na The Little Gym, oferecemos um espaço seguro e divertido para a criança aumentar a autoconfiança e desenvolver novas habilidades. Fale conosco para saber mais sobre os nossos programas e a metodologia exclusiva de desenvolvimento infantil que criamos!

Qual o tempo de tela ideal para cada faixa etária?

Falar de tempo de tela hoje significa falar de boa parte das 24 horas de um dia. Muito do conteúdo que consumimos, da interação com outras pessoas, dos momentos de lazer e dos serviços que utilizamos têm alguma ligação com a tecnologia.

Mas, embora o uso de telas possa ter benefícios, como turbinar o aprendizado e estimular a criatividade, também é importante considerar o equilíbrio e a moderação.

Leia também:
Ansiedade em crianças: como identificar e ajudar seu filho

Afinal, não podemos ignorar os riscos do excesso no uso de celulares e computadores, ainda mais para crianças e adolescentes ainda em formação. Um tempo de tela inadequado pode trazer sérios riscos ao desenvolvimento dos pequenos, entre eles:

Sedentarismo e doenças 

Quanto mais tempo a criança fica em frente às telas, menos atividades físicas e brincadeiras ao ar livre ela costuma fazer. As consequências passam por problemas de saúde, como obesidade, distúrbios do sono, depressão e desvios na postura.

Atraso no desenvolvimento social e emocional

O uso excessivo de telas pode limitar as interações sociais ao vivo, o que é essencial para o desenvolvimento de habilidades sociais e emocionais nas crianças.

Risco de dependência

Outro problema causado pelo excesso de tempo de tela é a dependência tecnológica. Muitas crianças e adolescentes acabam tendo dificuldade de se desligar do celular ou do computador e enfrentam problemas de autorregulação.

Exposição a conteúdos inadequados

Sem supervisão adequada, as crianças podem ser expostas a conteúdos inadequados para sua idade, como violência, linguagem imprópria e comportamentos perigosos.

Impacto no desempenho acadêmico

O uso excessivo de telas pode interferir no tempo dedicado aos estudos e tarefas escolares, afetando o desempenho acadêmico das crianças.

Minimizando os riscos

Por outro lado, temos uma boa notícia. Em outras palavras, com algumas práticas, dá para minimizar esses riscos. Vale desde estabelecer limites no tempo de tela das crianças e estimular a prática de atividades físicas até incentivar interações sociais fora do mundo on-line. 

Leia também:
Como desenvolver a autoestima das crianças

Da mesma forma, vale supervisionar o conteúdo acessado e modelar um comportamento saudável em relação ao uso de telas.

Mas como definir o tempo de tela ideal?

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o tempo de tela recomendado para menores de dois anos é zero. Já as crianças de dois a cinco anos devem se expor a uma hora por dia a celulares e tablets. 

Entre seis e dez anos, o tempo aumenta para duas horas diárias. Por sua vez, para os maiores, a orientação é de até três horas por dia. Todo esse tempo deve ser acompanhado por um adulto. 

Conforme a entidade orienta, ainda, deve-se evitar o celular durante as refeições e perto da hora de dormir.

Veja o que dizem os especialistas para o uso de tela por faixa etária: 

1. Crianças menores de 18 meses

Especialistas recomendam evitar o uso de telas nesta faixa etária, com exceção de videochamadas supervisionadas.

2. Crianças de 18 a 24 meses

O uso de telas deve ser limitado a conteúdos de alta qualidade e interativos, sempre com a supervisão de um adulto.

3. Crianças de 2 a 5 anos

O tempo de tela deve ser limitado a 1 hora por dia, preferencialmente com conteúdos educacionais e interativos, também com supervisão.

4. Crianças de 6 a 12 anos

A recomendação é limitar o tempo de tela a 1 ou 2 horas por dia, priorizando atividades físicas, tarefas escolares, interação social e outras atividades não relacionadas a telas.

5. 13 anos ou mais

Aqui, a dica passa por estabelecer limites saudáveis e equilibrados para o uso de telas, levando em consideração o tempo dedicado a atividades físicas, estudos, sono adequado e interação social.

Lembre-se de que essas são apenas diretrizes gerais e que cada criança é única. É importante adaptar as recomendações de acordo com as necessidades individuais e sempre priorizar um estilo de vida equilibrado.

A questão toda é encontrar o equilíbrio nessa relação, aproveitando os benefícios da tecnologia sem dependência e exagero.

Privacidade e segurança 

Além disso, é essencial ensinar tanto sobre segurança online, quanto sobre privacidade e comportamento responsável na internet.

Portanto, com um uso equilibrado e saudável, as telas de celulares e computadores podem ser ferramentas úteis para o desenvolvimento das crianças e adolescentes.

 

Criança que lê, cérebro turbinado na adolescência

Em tempos tão digitais como os que vivemos, não é fácil estimular o hábito da leitura nas crianças. Como, então, criar uma criança que lê? Com um pouco de jeito, dá para montar uma rotina que aproxima os pequenos dos livros. 

Antes de mais nada, é preciso destacar que os benefícios são muitos. De acordo com um estudo feito por pesquisadores do Reino Unido e da China e publicado pela revista Psychological Medicine, crianças que têm contato com a leitura por prazer no início da infância tendem a ter melhor desempenho cognitivo na adolescência.

A pesquisa mostrou também que quem lê, em média, 12 horas por semana na infância chega à adolescência com menos sinais de estresse e uma menor tendência à depressão

Leia também:
Ansiedade em crianças: como identificar e ajudar seu filho

Além do mais, leitores também apresentam tanto melhor atenção em tarefas escolares quanto menos problemas comportamentais, como agressividade e desrespeito a regras.

Leitura x estrutura cerebral

Sobre este estudo, uma reportagem publicada no jornal Correio Braziliense relata que a hipótese do grupo é de que o hábito de ler está relacionado a uma estrutura cerebral aprimorada. O objetivo inicial era descobrir se leitoras e leitores mirins teriam, mais tarde, melhores resultados em termos de aprendizagem. 

Aliás, a conclusão foi bastante animadora para os defensores da leitura. Por um lado, viu-se que, quando lê, a criança ouve e assume a fala. Por outro lado, constatou-se que, ao conversar sobre as imagens ou a história, a criatividade e a imaginação podem ser estimuladas. 

Leia também:
5 formas de descobrir o que a criança realmente gosta

Assim, podemos destacar entre os benefícios da leitura para as crianças:

1. Desenvolvimento da linguagem

A leitura estimula o vocabulário, a compreensão verbal e a fluência na fala e na escrita.

2. Desenvolvimento cognitivo

A leitura ajuda a melhorar a concentração, a memória, o pensamento crítico e as habilidades de resolução de problemas.

3. Estímulo à imaginação e criatividade

Os livros despertam a imaginação das crianças, ajudando a desenvolver sua criatividade e permitindo que elas visualizem histórias e personagens em suas mentes.

4. Aprendizagem de habilidades sociais e emocionais

Por meio das histórias, a criança que lê aprende sobre emoções, empatia e relações interpessoais.

5. Expansão do conhecimento

De antemão, uma criança que lê está exposta a diferentes temas, culturas e pontos de vista, ampliando seu conhecimento do mundo.

6. Fortalecimento do vínculo emocional

Ler com as crianças fortalece o vínculo emocional entre pais e filhos, criando momentos de intimidade e compartilhamento.

7. Estímulo à empatia

A leitura de histórias com personagens diversos pode ajudar as crianças a desenvolver empatia e compreensão pelos outros.

8. Melhoria da habilidade de comunicação

Sobretudo pela leitura, as crianças aprendem a estrutura correta das sentenças, a gramática e a comunicação eficaz.

Criando o hábito

Mas como criar, desde cedo, o hábito de ler nas crianças, de modo a usufruir e potencializar esses benefícios? Separamos algumas dicas que podem ajudar.

Antes de mais nada, lembre-se que o seu exemplo é um excelente aliado neste processo!

  1. Comece cedo. Introduza livros desde a infância para criar o hábito de leitura.
  2. Leia junto. Reserve um tempo para ler com a criança, seja em voz alta ou compartilhando a leitura. 
  3. Escolha livros interessantes. Encontre livros com temas que a criança goste, como aventura, fantasia ou animais.
  4. Visite bibliotecas e livrarias. Leve a criança para explorar esses lugares e permita que ela escolha seus livros.
  5. Faça da leitura um momento prazeroso. Crie um ambiente aconchegante e tranquilo para a leitura, tornando-a uma experiência positiva.
  6. O exemplo é seu maior aliado neste processo. Mostre o seu próprio interesse pela leitura, pois as crianças tendem a imitar os comportamentos dos adultos. 
  7. Incentive a imaginação. Converse sobre os personagens e histórias, estimulando a criança a criar suas próprias imagens mentais.
  8. Após a leitura, faça perguntas sobre a história para incentivar a compreensão e o diálogo.
  9. Explore grupos e clubes de leitura para crianças, onde elas possam compartilhar suas experiências e recomendar livros.
  10. Não pressione. Respeite o ritmo da criança e não force a leitura. Permita que ela descubra o prazer de ler no seu próprio tempo.

Gostou das dicas? Aproveite o friozinho das férias de julho para começar agora mesmo a levar seu filho pelos maravilhosos caminhos da leitura!

Ansiedade em crianças: como identificar e ajudar seu filho

Já falamos aqui no blog sobre o crescimento no número de casos de ansiedade em crianças, principalmente com a pandemia da Covid-19. Os pequenos são naturalmente enérgicos, mas, muitas vezes, o excesso de energia esconde um comportamento que precisa de atenção. O problema é: como diferenciar quando a criança está sofrendo com ansiedade de quando a agitação é natural da idade?

Conforme mostra um artigo publicado no portal do médico Drauzio Varella, a ansiedade faz parte da vida de todas as pessoas e é a reação emocional esperada diante de diversas situações. Assim, um certo grau de ansiedade é normal e até saudável.

No caso das crianças, é comum antes de uma viagem, uma festa de aniversário ou uma apresentação na escola, por exemplo. O que fazer, no entanto, quando o problema ultrapassa os limites e se torna um sofrimento para o pequeno?

Mudanças na rotina

Situações novas e imprevisíveis, mudanças na rotina, separação dos pais, problemas de saúde, entre outros, podem funcionar como gatilho, por exemplo. 

A pandemia, principalmente por causa do isolamento social e do excesso de más notícias, também fez os índices de ansiedade em crianças aumentarem.

De acordo com uma pesquisa feita pela Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde (UNA-SUS) o número de casos de ansiedade e depressão em crianças e adolescentes no mundo subiu de 11,6% em 2018 para 25,2% em 2021. 

Felizmente, existem várias maneiras de cuidar da ansiedade em crianças e nós adultos temos um papel fundamental neste processo. 

Causas e sinais

Mas quais são os primeiros sinais de que você tem uma criança ansiosa em casa?

No caso dos pequenos, entre as principais causas estão situações novas e imprevisíveis, mudanças na rotina, separação dos pais, problemas de saúde, entre outros. Mas quais são os primeiros sinais de que você tem uma criança ansiosa em casa?

Leia também:
Musicalização infantil ajuda no desenvolvimento e faz bem

De acordo com especialistas, estado de constante vigilância, medo de situações banais, transtornos e fobias específicas, como medo de animais, aviões ou tempestades são sinais de que a criança está ansiosa e precisando de ajuda.

Por outro lado, também vale ficar de olho se você perceber uma autocrítica exagerada ou reações desproporcionais. 

Diagnóstico

Apenas um médico pode definir se a criança está com ansiedade e quais os caminhos para tratar. Mas cabe ao adulto estar atento, pois a ansiedade em crianças pode se manifestar de diversas formas:

Entre os sinais de que a ansiedade pode estar perturbando uma criança estão:

– Alterações no apetite
– Dificuldade para dormir e se concentrar
– Queda no rendimento da escola
– Medo excessivo e irracional de determinadas situações ou objetos
– Tensão muscular constante
– Falta de motivação
– Problemas para dormir ou pesadelos frequentes
– Comportamentos repetitivos, como lavar as mãos várias vezes ou verificar se portas e janelas estão trancadas diversas vezes
– Choro frequente ou descontrole emocional
– Recusa em ir para a escola ou outros lugares fora de casa
– Dificuldade em socializar com outras crianças ou adultos
– Preocupação constante com possíveis acidentes ou doenças

É importante lembrar que, mesmo que uma criança apresente alguns desses sintomas, não significa necessariamente que ela tem um transtorno de ansiedade. 

Leia também:
5 formas de descobrir o que seu filho realmente gosta

Mas, caso os sintomas persistam ou se intensifiquem, é fundamental buscar auxílio de um profissional de saúde mental, como um psiquiatra, um pediatra, um neurologista ou um psicólogo, por exemplo, com o objetivo de realizar um diagnóstico preciso e receber o tratamento adequado.

Ajuda começa na compreensão

Caso o transtorno seja identificado, há algumas posturas que podemos e devemos adotar para ajudar as crianças com ansiedade. Assim:

1 – Compreenda os sintomas 

Para ajudar crianças com ansiedade, é importante entender os sinais que ela dá. Alguns dos sintomas mais comuns incluem medo de qualquer coisa, tensão muscular, suor excessivo, palpitações, irritabilidade, dificuldades para dormir e dificuldades para se concentrar na escola ou mesmo em tarefas simples do dia a dia.

2 – Ajude a criança a compreender a ansiedade

Também é importante que a criança entenda o que é a ansiedade e como ela se manifesta. Explique para a criança que o que ela está sentindo é uma reação natural do corpo a situações estressantes, porém também é possível aprender a controlá-la.

3 – Crie um ambiente de segurança

Tentar criar um ambiente seguro e tranquilo em casa pode ajudar a criança a se sentir mais confortável e segura. Algumas sugestões incluem estabelecer uma rotina, ter momentos de lazer em família, tornar a casa um lugar acolhedor e seguro, e limitar a exposição a noticiários e conteúdos que possam causar ansiedade.

4 – Pratique técnicas de relaxamento com a criança

Existem várias técnicas de relaxamento que podem ajudar na redução dos sintomas da ansiedade, como a respiração profunda, a meditação e o yoga. Ensine para a criança essas técnicas de relaxamento e pratique junto com ela em momentos de estresse ou ansiedade.

5 – Incentive a prática de atividades físicas

Não é segredo para ninguém que as atividades físicas constante e moderada tem efeitos benéficos na saúde em geral e, ao nível psicológico, pode melhorar a autoestima e autoconfiança, além de prevenir e ajudar a tratar a depressão.

O exercício físico libera no cérebro substâncias chamadas endorfinas, que proporcionam uma sensação de paz e de tranquilidade. A Organização Mundial da Saúde (OMS) determina que, quanto mais cedo começar a prática de atividades físicas, melhores serão os benefícios.

6 – Não deixe de procurar ajuda profissional

Em alguns casos, a ansiedade infantil pode ser tão intensa que é preciso buscar ajuda profissional, como de psicólogos e psiquiatras. Esses profissionais vão poder ajudar a criança a aprender técnicas e estratégias específicas para lidar com a ansiedade, além de avaliar se é necessário algum tipo de medicação.

Em resumo, ajudar uma criança com ansiedade requer uma abordagem delicada, acolhedora e com técnicas adequadas para cada situação. É importante que pais ou responsáveis busquem orientação de profissionais qualificados a fim de identificar o melhor caminho para a sua criança lidar com a ansiedade.

Na The Little Gym, oferecemos um espaço seguro e divertido para a criança aumentar a autoconfiança e desenvolver novas habilidades. Fale conosco para saber mais sobre os nossos programas e a metodologia exclusiva de desenvolvimento infantil que criamos!

 

Como ajudar seu filho a dormir melhor

Uma boa noite de sono tem tudo a ver com o crescimento saudável da criança. Por um lado, o descanso de qualidade previne doenças, melhora o humor e turbina o aprendizado. Por outro, ajuda no desenvolvimento do cérebro, no fortalecimento do sistema imunológico e na regulação dos hormônios. O problema é que nem toda criança consegue desligar completamente. O que fazer, então, para ajudar seu filho a dormir melhor?

Da mesma forma que acontece com os adultos, a falta de sono pode ter consequências sérias para as crianças. Irritabilidade, falta de concentração, perda de memória e problemas comportamentais, por exemplo, são complicações a curto prazo. A longo prazo, a privação do descanso pode prejudicar a saúde mental, causando depressão e ansiedade.

Então, para ajudar seu filho a dormir melhor, vale dar atenção a alguns aspectos. 

1. Estabeleça uma rotina de sono 

Por mais difícil que seja, crie uma rotina que inclua um horário regular para dormir e acordar. Vale também seguir uma sequência de atividades 

relaxantes antes de dormir, como tomar um banho, escovar os dentes, ler uma história ou ouvir música calma.

2. Crie um ambiente adequado

Verifique se o quarto está quieto, escuro e fresco o suficiente para garantir um sono de qualidade. Use colchões e travesseiros confortáveis. Certifique-se também de que seu filho se sinta seguro e confortável sozinho antes de dormir.

3. Mantenha a criança longe das telas

Este é outro desafio para pais e mães: restringir a exposição a eletrônicos e telas à noite. Para ajudar seu filho a dormir melhor, limite o uso de dispositivos eletrônicos pelo menos uma hora antes do horário de deitar, pois eles emitem luz azul que pode interferir no sono. Leitura e conversas em voz baixa também ajudam neste momento.

4. Incentive o movimento

Estimule as atividades físicas, pois elas são uma excelente aliada da boa qualidade do sono em crianças. O movimento coopera na concentração e fixação dos conteúdos ensinados em sala de aula, além de estimular o raciocínio lógico e a memória. No entanto, para ajudar seu filho a dormir melhor, é recomendável que a prática de atividades físicas seja durante o dia e não pouco antes de dormir. 

Leia também:
Como prevenir a depressão em crianças e adolescentes

Horas de sono

De acordo com especialistas, as horas de sono necessárias variam de acordo com a idade da criança. Um painel da National Sleep Foundation, instituto de pesquisa sem fins lucrativos dos Estados Unidos, mostrou em uma reportagem da BBC quantas horas de descanso são ideais para cada faixa etária.

✔️Recém-nascidos (0-3 meses): o ideal é dormir entre 14 a 17 horas por dia, embora também seja aceitável um período entre 11 a 13 horas. Não é aconselhável dormir mais de 18 horas.

✔️Bebês (4-11 meses): Recomenda-se que o sono dure entre 12 e 15 horas. Também é aceitável um período entre 11 e 13 horas, mas não mais do que 16 ou 18 horas.

✔️Crianças pequenas (1-2): não é aconselhável dormir menos de 9 horas ou mais de 15 ou 16 horas. É recomendável que o descanso dure entre 11 e 14 horas.

✔️Crianças em idade pré-escolar (3-5): 10-13 horas é o mais apropriado. Especialistas não recomendam dormir menos de 7 horas ou mais de 12 horas.

✔️Crianças em idade escolar (6-13): o aconselhável é dormir entre 9 e 11 horas.

✔️Adolescentes (14-17): Devem dormir em torno de 10 horas por dia.

✔️Adultos jovens (18-25): 7-9 horas por dia. Não devem dormir menos de 6 horas ou mais do que 10 ou 11 horas.

✔️Adultos (26-64): O ideal é dormir entre 7 e 9 horas, embora muitos não consigam.

✔️Idosos (65 anos ou mais): o mais saudável é dormir de 7 a 8 horas por dia.

Sem ansiedade

Além disso, na hora de ajudar seu filho a dormir melhor, vale também explicar para a própria criança a importância do sono para que ela cresça, aprenda e consiga fazer cada vez mais atividades, por exemplo. Mostre ainda que tudo continua no dia seguinte, para reduzir a ansiedade do pequeno e possíveis medos que ele tenha. 

Por fim, lembre-se de que cada criança é única. Se seu filho estiver enfrentando problemas persistentes de sono, é importante conversar com um pediatra para obter orientações e aconselhamento personalizado.

Na The Little Gym, oferecemos um espaço seguro e divertido para a criança queimar energia e ganhar autoconfiança. Fale conosco para saber mais sobre os nossos programas e a metodologia exclusiva de desenvolvimento infantil que criamos!

Musicalização infantil ajuda no desenvolvimento e faz bem!

A música é uma linguagem universal, e muitos estudos comprovam o bem que ela faz ao longo da nossa vida. Bebês no útero demonstram um aumento da atividade cerebral quando expostos à música, para citar apenas um dos muitos benefícios da musicalização infantil na vida das crianças. 

Especialmente a partir do último trimestre da gestação, quando a capacidade auditiva cresce e o bebê reconhece não apenas a voz da mãe, como também sons externos, a musicalização tem um efeito bastante positivo. E isso vale por toda a vida. 

Conforme vão crescendo, as crianças aguçam a percepção auditiva, aprendem a falar e desenvolvem a habilidade de reagir a diferentes sons, movimentando o corpo de acordo com a música. A partir do fortalecimento dessa relação, a música se torna também um elemento importante na educação infantil. 

A musicalização infantil é uma ferramenta de aprendizado e desenvolvimento de importantes habilidades cognitivas, intelectuais, emocionais e sociais.

Benefícios imediatos

Podemos falar de muitos benefícios. Para começo de conversa, o contato com diferentes sonoridades, ritmos e instrumentos amplia a sensibilidade e faz com que as crianças lidem melhor com movimentos e sons ao seu redor. 

Entre os benefícios imediatos podemos citar ainda uma maior integração entre os coleguinhas, a socialização, autoconhecimento, autoestima, relaxamento e descontração.

Tudo isso interfere diretamente na saúde mental do pequeno e no estímulo à sua autonomia, uma das principais habilidades socioemocionais que devemos construir desde cedo. Afinal, devemos ensinar e dar segurança à criança para que ela tome as próprias decisões, adquira uma postura proativa e saiba se posicionar diante das situações cotidianas.

Atividades de musicalização infantil auxiliam neste processo porque estimulam a empatia e paciência, o autoconhecimento, a autoconfiança, a liderança e capacidade de adaptação.

Entre os benefícios da musicalização infantil na vida de meninos e meninas desde muito cedo, também podemos citar a melhoria imediata da memória dos pequenos. 

Ao realizar atividades que incluem canções ou outros tipos de som, a criança se vê estimulada a memorizar letras, melodias e ritmos. Isso pode ajudá-la a desenvolver a memória e a capacidade de reter informações de maneira mais eficiente.

Por outro lado, aprender música ou realizar atividades que incluam a prática musical são ações que envolvem dedicação e concentração. A prática regular ajuda a desenvolver a habilidade de manter o foco e sustentar a atenção por períodos mais longos de tempo.

Coordenação motora

A musicalização infantil também tem um papel fundamental no desenvolvimento da coordenação motora, uma interação sincronizada do cérebro com articulações e músculos que permite ao nosso corpo realizar movimentos. 

O contato com a música afeta positivamente tanto a coordenação motora fina quanto na coordenação motora grossa. A fina tem relação direta com a capacidade de desenhar, escrever, pintar, usar a tesoura e os talheres, abotoar a roupa e amarrar os cadarços, enquanto a grossa permite às crianças caminhar, correr, pular, dançar, jogar bola, nadar e andar de bicicleta.

Assim, a musicalização ajuda não apenas a melhorar o controle dos movimentos do corpo de forma precisa e sincronizada como também contribui na prática de atividades físicas.

Ela atua ainda no refinamento da percepção auditiva. A prática ajuda a desenvolver a capacidade de distinguir diferentes sons, frequências e ritmos. Além disso, ela contribui de forma significativa para o aprendizado dacomunicação e para a habilidade de reconhecer e reproduzir padrões sonoros complexos.

Criatividade e aprendizagem

Outro grande ponto entre os benefícios da musicalização infantil é que ela estimula a criatividade e a sensibilidade artística das crianças. Com isso, os pequenos conseguem explorar diferentes emoções e possibilidades de expressão. 

Desta forma, são desenvolvidas habilidades ligadas à autoexpressão, que permitem que a criança se comunique de maneira eficaz e lide melhor com emoções e pensamentos.

Mesmo restrita a atividades extracurriculares, a musicalização pode contribuir para o aprendizado de disciplinas como matemática e português. Isso acontece principalmente porque, para tocar instrumentos, cantar ou acompanhar um som com movimento, a criança deve entender o padrão rítmico e melódico. 

Além do mais, a prática da música pode estimular o amor pela leitura e escrita de músicas. Isso pode se traduzir em um maior interesse pela leitura e escrita de outras disciplinas. 

Conforme a faixa etária, especialistas indicam que é possível desenvolver trabalhos vocais específicos. Dá para usar músicas de diferentes complexidades textuais, incluindo até o uso de outros idiomas. 

Neste aspecto, podemos dizer que a musicalização infantil contribui diretamente para o desenvolvimento da fala e vocabulário. Isso acontece especialmente por meio de recursos como histórias cantadas, rimas e jogos de palavras e canções de diferentes ritmos.

Socialização e sorrisos

Como se vê, os benefícios da musicalização infantil são muitos e bastante diversos. Na The Little Gym, vemos isso na prática. Tanto nas aulas de musicalização infantil quanto nas atividades físicas de todas as aulas, a música é presença constante. 

Desde a nossa fundação, nos anos 1970, a música acompanha o que fazemos na The Little Gym. Nosso fundador, Robin Wes, é educador, músico e fisioterapeuta. Ele, até hoje, faz questão de acompanhar o desenvolvimento dos planos de aula e compõe a trilha sonora para cada um deles.

O resultado é visto imediatamente! Fale conosco para saber mais.

5 dicas para preparar seu filho para a volta às aulas

Conforme as férias avançam, é inevitável pensar na volta às aulas. Afinal, o novo ano escolar se aproxima e, para algumas crianças, começar o período escolar pode ser difícil. Por isso, criamos um guia rápido para ajudar você a, desde já, começar a preparar seu filho para a volta às aulas depois do descanso de verão. 

Confira as dicas:

1 – Capriche na rotina do sono

Para começo de conversa, não espere o fim das férias. É importante fazer a rotina de sono do seu filho voltar ao normal ANTES da escola começar. No verão, costumamos ficar com o ritmo mais reduzido. 

Portanto, para ajudar na missão, ajude seu filho a voltar a dormir regularmente alguns dias antes do primeiro dia de aula. Assim, você garante que ele tenha uma boa noite de sono, seja capaz de acordar com tranquilidade e ter um ótimo primeiro dia de volta.

2 – Treine o caminho até a escola

Se seu filho estiver no ônibus escolar pela primeira vez este ano, é melhor prepará-lo antes do tempo. Afinal, andar de ônibus pela primeira vez ou fazer um caminho que não se está acostumado pode ser assustador para você e seu filho. 

O mesmo vale caso ele comece a ir sozinho para a escola. Então, que tal aproveitar para fazer o caminho e criar expectativas positivas antes da volta às aulas?

3 – Escolha leituras de verão

Programe o tempo de leitura todos os dias para garantir que seu filho esteja aprendendo também durante as férias. Isso vai ajudá-lo a se divertir e a não “enferrujar” antes da volta às aulas. 

Leia também:
Como despertar o amor pela leitura nas crianças?

Nunca é demais lembrar que ler ajuda no desenvolvimento das crianças, estimulando o cérebro e a imaginação, além de ter também impactos positivos no desempenho acadêmico, no vocabulário e na interpretação. 

4 – Configure um cantinho de lição de casa

Ter uma área designada em sua casa para fazer o dever de casa encoraja seu filho a realmente fazer o dever de casa. Preencha a área com material escolar e decorações educativas, como lápis, papel, réguas, mapas e calculadoras.

5 – Aposte em atividades extracurriculares que turbinam o desenvolvimento

De acordo com especialistas, para ajudar o seu pequeno aluno a começar o ano letivo com o pé direito, vale a pena apostar em atividades extracurriculares que estimulam o desenvolvimento infantil e, consequentemente, contribuem para o sucesso escolar.

Na The Little Gym, temos colônias de férias e aulas de ginástica pensadas especialmente para turbinar o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes. Nossa metodologia exclusiva trabalha aspectos físicos, emocionais, cognitivos e sociais, contribuindo para a evolução dos pequenos de forma leve, gradual e divertida. Fale conosco para saber mais sobre os nossos programas!

4 dicas de segurança para crianças na internet

Muito se discute sobre os limites das crianças na internet. Há quem defenda que é preciso mantê-las o mais longe possível das redes sociais. Mas há também quem diga que os nativos digitais, como são chamados os que nasceram e cresceram com as tecnologias digitais amplamente disponíveis, não podem ser afastados da web. E você, no meio disso tudo, como orientar seu filho a usar a internet com segurança?

Não existe apenas uma visão correta sobre o assunto quando falamos de crianças na internet. No entanto, algumas dicas podem ajudar nesta missão. Uma série de pesquisas aponta para o fato de que os jovens, adolescentes e crianças estão cada vez mais conectados. 

Leia também:
Como despertar nos pequenos o amor pela leitura

Em agosto de 2022, o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) publicou um estudo que revela que 78% dos usuários entre 9 a 17 anos acessaram alguma rede social em 2021. A mais popular entre elas foi o Tik Tok, com 34% dos acessos nesta faixa etária.

TikTok e Geração Z

Não é segredo para ninguém que o TikTok virou uma febre mundial e que a Geração Z comanda a rede social. Isso não seria diferente no Brasil. Mas a pergunta que não quer calar é: o que as crianças estão consumindo enquanto rolam o feed infinito? 

Além da preocupação com a quantidade de tempo que os pequenos têm passado nas telas, é preciso controlar qual pedaço do mundo eles estão acessando e o que fazem com o conteúdo que entram em contato. Porque também é verdade que a internet nos permite ter contato com muito mais informações que tínhamos antes dela. 

Leia também:
Descubra a melhor atividade física para cada faixa etária

Entre os pontos negativos desta realidade, é preciso destacar a falta de filtro. Em outras palavras, qualquer coisa pode chegar para qualquer pessoa, ainda mais em se tratando de crianças na internet.

Isso significa que um conteúdo não apropriado para as crianças pode apenas passar pela “For You Page” do seu filho. Então, de que forma você pode orientá-lo a fazer uso da rede social com segurança? 

1- Escolha redes apropriadas para cada idade

Mesmo que o estudo mostre que a faixa de idade de popularidade do TikTok comece aos 9 anos, as regras de utilização da rede social exigem idade mínima de 13 anos para a criação de um perfil. 

Converse com seu filho sobre o problema de mentir a idade, mesmo que seja para a criação de um perfil de rede social. Explique que os conteúdos ali presentes podem ser incompatíveis com sua maturidade.

2- Fale sobre fake news e links não confiáveis

Nem tudo que está na internet é verdade. Nós sabemos disso, mas as crianças não têm essa consciência. Sendo assim, explique que verdades podem ser alteradas. Diga que não se deve clicar nem acreditar em qualquer coisa que aparece nas redes sociais que visitam.

3- Crie uma relação de confiança entre vocês

Quando tratamos de segurança das crianças na internet, é fundamental que você e seu filho conversem sempre sobre o conteúdo que ele tem consumido e sobre quem são as suas conexões nas redes sociais. Não adianta proibir. É preciso explicar, conversar e acompanhar para se certificar de que seu filho está usando a internet com segurança.

Leia também:
Como desenvolver a autoestima da criança

Oriente, por exemplo, sobre o não compartilhamento de endereços de casa ou da escola, bem como de informações que dizem respeito à privacidade da família. Além disso, converse com as crianças sobre o cyberbullying. Diga que a responsabilidade sobre o que elas escrevem e compartilham é delas, e o que devem fazer caso sejam alvo de algo violento. 

4- A diversão também pode estar fora das redes

Desenvolva atividades que também os empolgue fora da internet. Mostre, por exemplo, que a diversão pode estar em uma brincadeira ao ar livre e com os amigos presentes de forma presencial. A criança na internet não é a única forma de diversão. Você pode até estimular jogos e brincadeiras que eles já fazem de um jeito on-line. 

A internet não é nossa inimiga. Na verdade, pode até ser uma grande aliada. Basta usar com consciência e, no caso das crianças, sob a supervisão dos adultos.

The Little Gym

Se quiser variar nas atividades e tirar seu filho um pouco das telas, fale conosco. Na The Little Gym, oferecemos um espaço seguro e divertido para a criança aumentar a autoconfiança e desenvolver novas habilidades.

Entre em contato para saber mais sobre os nossos programas e a metodologia exclusiva de desenvolvimento infantil que criamos!

Por que a diversidade importa para as crianças?

Feche os olhos e imagine uma princesa. Como ela se parece? Muitos de nós pensamos em uma jovem menina branca, de olhos e cabelos bem claros, como a Cinderela que vimos milhares de vezes ao longo da vida, não é mesmo? Agora, pense: quanto ela se parece com as crianças que você conhece ou convive? E as crianças que não se encaixam nesse biotipo, como fica a cabecinha delas diante da falta de representatividade e diversidade?

Enquanto crescemos, os contos de fadas nos ajudam na construção de valores, comportamentos e até da imagem que temos de nós mesmos. Da mesma forma, as histórias que você conta para seu filho e os conteúdos que ele consome contribuem para moldar quem ele será no futuro. 

As afirmações feitas acima são do Instituto NeuroSaber, responsável por um estudo que diz que as crianças passam por 4 estágios de desenvolvimento: 

  • 1 – Sensório-motor – do nascimento até cerca de 2 anos
  • 2- Pré-operacional – 2 a 7 anos de idade
  • 3- Operacional concreto – de 7 a 11 anos
  • 4- Operacional formal – a partir de 11 anos

É no segundo estágio que elas desenvolvem a memória e a imaginação, etapa que nos interessa especialmente neste artigo sobre representatividade e diversidade. 

Imaginação

Sabe o que tudo isso tem a ver com a representatividade nas histórias? Tudo! 

Enquanto ouvem, leem e assistem histórias sobre princesas, príncipes e heróis, as crianças estão articulando sua imaginação e construindo, a partir dela, a imagem que possuem do mundo. 

Para exemplificar, podemos citar o novo filme da Pequena Sereia, personagem da Disney que será interpretada pela atriz negra Halle Bailey. Com a divulgação do teaser do filme e a revelação da aparência de Ariel, um vídeo circulou pela internet com meninas negras encantadas pela diversidade e representatividade na tela. As crianças ficaram emocionadas em frente à TV ao constatarem que a princesa é negra, assim como elas. 

Clique aqui para ver o vídeo.

Ao se verem representadas na história da pequena sereia, as meninas puderam sentir que pertencem àquele mundo também, que podem ser fortes, corajosas, aventureiras e bonitas. 

Leia também
Autoestima da criança: 5 dicas para desenvolvê-la

Afinal, todas as princesas e príncipes são descritos como pessoas muito bonitas, mas, se a beleza só está representando um padrão, o que isso quer dizer sobre as crianças que não atendem esse padrão? 

Diferenças e aceitação

Além disso, ao oferecer às crianças narrativas que tenham diversidade e representatividade, permitimos que elas descubram as diferenças. Assim também elas aprendam a aceitar essas diferenças, sejam elas sociais, de cor e raça, idade, orientação sexual e muito mais. 

E, para além das histórias, filmes e livros, também é importante que as crianças estejam rodeadas de pessoas com vivências diferentes. Desta forma, é possível testemunhar sobre o que elas estão lendo, ouvindo ou vivendo. É assim que construímos um futuro saudável e respeitoso para todo mundo. 

Comece agora mesmo a apresentar conteúdos representativos para seu filho. Você vai assistir ao desenvolvimento de seus valores, comportamentos e autoestima acontecer como em um passe de mágica!

Como despertar o amor pela leitura nas crianças?

Ler ajuda no desenvolvimento das crianças, estimulando o cérebro e a imaginação, além de ter também impactos positivos no desempenho acadêmico, no vocabulário e na interpretação. Mas é um fato que, na maioria das vezes, os pequenos preferem as telas coloridas e animadas do que os livros e suas páginas cheias de palavras. Então, o que fazer para despertar o amor pela leitura nas crianças? 

Separamos 5 dicas que vão te auxiliar nessa jornada. 

1 – Comece por você

Os pais são as referências de seus filhos. Assim, como exigir das crianças um hábito que você não tem? A partir do momento em que isso se tornar comum para você, é bem provável que também se tornará usual para seu pequeno.

Leia também
Dicas espertas para melhorar a concentração das crianças

Com o costume de ter livros em sua volta enquanto cresce, ler será quase tão natural para os pequenos quanto andar e falar. 

Além disso, você pode incentivá-lo lendo com ele, mostrando suas histórias preferidas e criando uma conexão através desse comportamento. Aliás, ler também será uma memória afetiva que acompanhará seu filho por toda a vida.

2 – Descubra histórias que possam despertar curiosidade

Quais são as narrativas que despertam interesse no seu filho? Heróis, princesas, dinossauros…? Tendo como base os conteúdos que ele já consome na televisão e jogos on-line, por exemplo, você pode oferecer histórias mais fáceis de serem aceitas.

Não desista na primeira negativa. Ao invés disso, ofereça mais de um tipo de história. Temos certeza que uma delas vai aguçar a curiosidade e, consequentemente, despertar o amor pela leitura nas crianças.

3 – Crie momentos de leitura

Você não tem mais disposição de ler um livro quando está em um clube de leitura? Com as crianças pode acontecer o mesmo. 

Sendo assim, nesta missão de despertar o amor pela leitura nas crianças, crie momentos em família para que cada um atualize o outro sobre suas leituras, sobre suas interpretações daquela história e o que mais está gostando. Como na primeira dica, isso vai fazer com que a leitura seja uma boa memória afetiva para as crianças.

Leia também:
Descubra a melhor atividade física para cada faixa etária

Você pode, ainda, criar um “cantinho da leitura”, com livros coloridos e espaço aconchegante para esse momento de concentração e viagem pelas mais variadas histórias.

4 – Não torne isso uma obrigação

A leitura não pode ser vista como um “castigo” ou “punição”, pois isso só fará as crianças se afastarem dos livros. 

Vá com calma, observando os gostos e respeitando os estilos de livros pelos quais elas se interessam. Todo novo hábito leva tempo e com os livros não seria diferente. Caso elas não queiram ler em algum dia, tudo bem, sem forçar e demonstrando como aquele momento é prazeroso.

5 – Promova atividades a partir das leituras

Vocês leram um livro sobre animais em um parque? Proponha uma tarde no parque. Se vocês conheceram a história de um chef de cozinha, que tal preparar uma receita em família no fim de semana?

Quando você traz as histórias para a vida real, as narrativas se tornam ainda mais interessantes para as crianças, estimula a imaginação e vocês ainda irão se divertir em família!

Os benefícios da leitura são incontáveis e você e seu filho tem muito a ganhar com esse hábito. Que tal começar a pôr essas dicas em prática agora mesmo? Ao despertar o amor pela leitura nas crianças, você leva seu filho pelo caminho de novas descobertas e o ajuda a se desenvolver integralmente.